A maioria das orquídeas sai do estado de dormência e começa o crescimento radicular após o inverno quando a temperatura começa a aumentar. Podemos também encontrar orquídeas que fogem a esta regra.

Na natureza, a maioria das orquídeas desenvolvem novas raízes quando novas folhas começam a surgir.

Para orquídeas de rizomas, isso geralmente acontece quando o pseudobulbo começa a amadurecer. Porém orquídeas que crescem a partir de uma haste central, por exemplo, phalaenopsis e vandas, novas raízes estão associadas com períodos chuvosos ou quentes.

Existem fatores que podem impedir o crescimento de novas raízes, especialmente quando são atacadas por insetos como: lemas, caracóis, cochonilhas ou causado por doenças. Nestes casos após tratamento será necessário estimular o crescimento de novas raízes para salvar a planta, já que uma orquídea sem raízes vai acabar morrendo.

Se for verificado que a maioria das raízes estão mortas, então provavelmente as raízes estão doentes ou substrato está entrando em decomposição liberando substâncias tóxicas para as raízes ou as sufocando-as, neste caso deverá ser feita a troca do substrato e remoção das raízes mortas e desinfetar mergulhando o rizoma por 15 minutos em uma solução de meio litro de água com cinco colheres de sopa de água oxigenada de 10 volumes. Depois deixe a planta secar e coloque a planta em um saco transparente com um pouco de musgo umedecido de forma que não fique acumulada água no fundo do saco, assopre o saco enchendo-o de ar e amarre a boca do saco e coloque em um local com pouca luz e aguarde até surgirem as novas raízes para replantar. 

Obs.: O ar que sai dos pulmões tem uma concentração de gás carbônico maior o que estimula a planta a se desenvolver.

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