A Evolução das Orquídeas - Filogenia (Estudo do Desenvolvimento Evolutivo) de Orquídeas.


Por que as orquídeas evoluíram em larga escala? Qual o segredo por trás da sua diversidade?

Em termos de diversidade, as orquídeas são um dos grupos mais bem sucedidos de plantas com flores. Animais polinizadores e fungos micorrízicos têm um papel importante na diversificação das orquídeas entre outros como: condições geográficas e clima.

Uma equipe de pesquisadores internacional realizou pela primeira vez um estudo em larga escala sobre sua evolução e diversidade das orquídeas. Em um artigo publicado pelo Proceedings of Royal Society B, a equipe descreva como eles realizaram seu estudo e o aprenderam com ele.

A família das orquídeas é extremamente diversificada entre as angiospermas, com mais de 25.000 espécies, sendo ainda mais que todos os répteis, aves e mamíferos combinados. Mas como elas chegaram a ser tão diversificadas tem sido uma questão de conjetura por muitos anos. Para responder a essa pergunta, finalmente pesquisadores conduziram um filogenia larga escala (estudo do desenvolvimento evolutivo), utilizando métodos de sequenciação de genes recém-desenvolvidos. Ao todo, eles usaram 75 genes de cloroplastos de 39 espécies, o que representou quase todos os principais grupos de orquídeas. Eles também incluíram 96 parentes de orquídeas no estudo e por também fazerem referência a dados de fósseis que elas eram capazes de formar uma árvores genealógica da família das orquídeas e que incluíam a taxa de introdução de novas espécies.

Verificando os dados, a equipe foi capaz de ver que as primeiras orquídeas que apareceram a cerca de 112 milhões de anos atrás, começou a se dividir em diferentes linhagens aproximadamente 20 milhões de anos mais tarde. Eles foram capazes de ver que cerca de 64 milhões de anos atrás, as flores desenvolveram um meio de aglomeração de seus polens em polínea, o que ajudou no desenvolvimento de um mecanismo de polinização sofisticado, correspondendo a um dos três períodos de sua história definidos pela diversificação acelerada.  Outros meios envolvidos era sua migração para cadeias de montanhas tropicais que levaram à atração de novos agentes polinizadores: abelhas das orquídeas, mariposas e borboletas. Pesquisadores observaram que o desenvolvimento de espécies que foram capazes de subir em árvores foi fundamental na evolução de novas espécies como foi à migração para as montanhas tropicais. Ambos levaram a nova espécie de desenvolvimento devido às diferentes condições ambientais.

Conclusão:

As orquídeas parecem ter sido submetidas a uma aceleração significativa da diversificação das espécies no planeta, com duas acelerações e uma desaceleração nos episódios da diversificação. Essas acelerações foram correlacionadas com evolução da polínea, o hábito epífita, a fotossíntese CAM, distribuição tropical (especialmente em extensas cordilheiras), e polinização via Lepidoptera ou euglossíneos. O engodo da planta em agentes polinizadores parece ter elevado o número de espécies de orquídeas por uma metade, mas não através da aceleração da taxa de diversificação líquida.


Um quebra-cabeça ainda permanece, no entanto, por que tantas orquídeas “aproximadamente um terço” têm mecanismos de dissimulação que servem para atrair polinizadores, mas não parecem ter sido envolvidos em uma crescente diversidade? Os pesquisadores não podem responder a todas essas perguntas, mas sugerem que pode ser devido a erros de identificação de algumas espécies.