Quem nunca saboreou um sorvete com sabor de orquídea?


Nem só de beleza as orquídeas nos encantam, mas o seu sabor nos conquista e é o que veremos aqui.
A baunilha que tanto apreciamos seu sabor e derivada da Vanilla planifólia (que em latim, quer dizer vagina), de onde são extraídas de suas favas através de um processo de cura.

Esta planta originária da América Centra pode atingir 35 metros de comprimento e ao mesmo tempo desabrochar mais de mil flores é um verdadeiro espetáculo de flores em uma única planta.
Favas de Vanilla
Já Leptotes bicolor com suas lindas flores e que muitos desejam ter em suas casas, tem um sabor parecido com a baunilha devido a possuir o principal composto que é a vanilina.
Além de bela suas flores o frutos servem para aromatizar o leite, para sorvete, chá e doces.
Leptotes bicolor


Aqui vai uma receita de sorvete com as duas orquídeas referidas.

Duas latas de leito condensado
Uma lata de creme de leite
Uma xícara de leite
Uma colher de sopa de essência de baunilha ou uma fava de baunilha (retire as sementes) ou ainda três cápsulas de leptotes bicolor.
Coloque todos os ingredientes na batedeira e bata.
Coloque em uma vasilha e leve ao freezer ou congelador e aguarde por quatro horas. Após este tempo o seu sorvete está pronto é só saborear.

Qual espécie que deu origem ao nome da família das "Orchidaceae".

Orchis mascula
Foi Theophrastus, aluno de Aristóteles, considerado por muitos como pai da botânica. Em seu trabalho denominado "Investigação sobre as Plantas", datado do ano 300 antes de Cristo, ele usa a palavra "orchis" para denominar certas espécies. "Orkhis" é a palavra grega para testículos e apesar dele ter sido o primeiro a mencionar, possivelmente não foi o primeiro a observar a semelhança entre as raízes de certas orquídeas terrestres (que vegetam, sobretudo nas zonas temperadas da Europa) e os testículos. Ainda hoje estas espécies são conhecidas pelo mesmo nome (Orchis maculata, simia,mascula, spectabilis) e dele derivou o nome de toda família: "Orchidaceae".
Theophrastus não estava descrevendo a orquídea por causa de sua beleza, mas por causa de suas propriedades medicinais: acreditava-se que as partes da planta que se assemelham a partes humanas têm efeito correspondente olhando como testículos deve aumentar a fertilidade no homem.

Como são as estruturas das raízes das orquídeas?

As raízes das orquídeas são bastante modificadas, particularmente nas epífitas. Servem para fixar a planta ao suporte e para provê-la de água e nutrientes. Geralmente apresentam um revestimento de células epidérmicas, com aparência esbranquiçada ou prateada em raízes maduras (algumas espécies apresentam cor acobreada ou amarronzada), chamado de velame, encontrado na maioria das orquídeas epífitas. Essa camada esponjosa ajuda na proteção da região interna da raiz do contato direto com o ambiente, na aderência das raízes das plantas ao substrato e também na absorção de umidade atmosférica. É uma estrutura multicamada (epiderme múltipla) de células mortas, com um engrossamento especial nas paredes das células.
O velame não é exclusivo da família Orchidaceae, porém nesta ele se  apresenta bem desenvolvido.
Muitas orquídeas terrestres possuem raízes engrossadas com as quais sobrevivem à seca (ex.: Pelexia e Cyclopogon), enquanto outras possuem estruturas subterrâneas de reserva denominadas tuberóides (ex.: Habenaria e Cleistes).
A palavra Orchis, que deu origem ao nome Orchidaceae, refere-se ao par de tuberóides encontrado no gênero Orchis e em outras orquídeas terrestreseuropéias.
Outra característica marcante das raízes de orquídeas epífitas é que são fotossintéticas.

A melhor forma de saber se sua orquídea está saudável é observando a vivides de suas raízes. 

O que é espata floral?


Em algumas espécies de orquídeas, como nas Cattleyas e Laelias encontramos uma folha modificada (bráctea), de onde surgem as flores. Essa estrutura específica das orquídeas recebe o nome de “espata”.
As Cattleyas labiatas tem por característica, emitir a espata floral em sequência com a folha antes mesmo do desenvolvimento do pseudobulbo, porém em alguns casos, mesmo sem o desenvolvimento de espata floral surge a haste floral.
Nas Cattleyas leopoldii, por exemplo, a espata floral costuma secar, dando a impressão que a haste floral não surgirá, mas no seu devido tempo virá.

Mesmos nas Cattleyas e Laelias podem surgir haste floral sem a presença da espata.

Como as Orquídeas se Propagam?


Existem duas formas de propagação de orquídeas por meio de sementes: o processo simbiótico e o processo assimbiótico, este último feito em laboratório.

Processo simbiótico: ocorre naturalmente na natureza, onde cápsulas explodem liberando de 300 a 500.000 sementes onde apenas cinco por cento irão germinar, quando encontram condições ideais em uma simbiose com um fungo chamado Micorriza que liberam substâncias que alimentam o embrião.

Processo Assimbiótico: Lewis Knudson foi quem desenvolveu um meio de cultura que provoca a germinação da semente.

Este meio de cultura adicionando determinados hormônios faz com que qualquer parte da planta que tenha meristema viável se desenvolva em uma planta idêntica a planta mãe. E o que chamamos processo meristemático.

Reprodução por mudas: se dá ao corta o rizoma em três ou quatro pseudobulbos, obtendo-se mudas. Pode-se fazer estaquias com as hastes florais principalmente de Phalaenopsis. Saiba mais:

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