ORQUÍDEA GIGANTE OU ORQUÍDEA TIGRE


     Grammatophyllum speciosum ou orquídea tigre é a maior de orquídeas do mundo e uma das maiores epífitas em geral.

     O pseudo-bulbos são de até 2,5 m de altura e da inflorescência até 3 m de altura.

     O pseudo-bulbos pode pesar centenas de quilos e até mais de uma tonelada. Uma amostra de duas toneladas foi exibida em 1851 em uma exposição no Crystal Palace, em Londres.
     Não é exatamente a mais fácil das orquídeas para se cultiva por causa do tamanho, não sendo possível cultivar em espaços pequenos.

     Em estado selvagem crescem nas árvores resistentes e até mesmo no solo. Como cactus e suculentas, eles têm um metabolismo especial tornando-os resistentes ao choque térmico e, em menor grau, choque hídrico. Isto lhes permite crescer em planícies relativamente seco ou diretamente no chão.
   Descrição:
     Os pseudobulbos são cilíndricos e são 2,5 m de altura. Eles formam aglomerados densos que podem pesar centenas de quilos. O pseudo-bulbos são ereto, amarelada com a idade, com nervuras. Eles formam inúmeras raízes aéreas.

     Eles são cercados por bainhas de folhas e folhas de rolamento. As folhas são lineares ou ovais, sem corte ou pontiagudos. As folhas são espalhadas na bainha da folha basal.

     A inflorescência é de até 3 m de altura e tem cerca de 80 flores de 12,5-20 cm. As flores são amarelas com marrom escuro ou manchas vermelhas. Elas são perfuma
Das.
     A floração dura cerca de 2 meses com florescência muito irregular, a cada 2-4 anos.

    Origem:
     Nova Guiné, Indonésia, Malásia e Filipinas.

    Habitat:
     Cresce principalmente em garfos e troncos de árvores de grande porte em clareiras na floresta tropical de planície tropical onde goza de uma grande quantidade de luz solar. As vezes cresce no chão.

    Etimologia:               
     Grammatophyllum vem do grego latinizado gramma (letra) e phyllum (folha), que descreve o padrão na flor.
Speciosum vem do speciosus latim: linda, excepcional.

MÉTODO CASEIRO DE CULTURA DE TECIDO EM ORQUÍDEAS - PARTE 2

     Multiplicação dos Cortes

     Os cortes do estágio anterior já devem ter se alongado durante as últimas quatro semanas. Eles precisam ser transferidos para um novo Meio, contendo o Leite de Coco, para facilitar a multiplicação. O Leite de Coco contém algumas propriedades promotoras do crescimento, que fará a planta desenvolver novos ramos.

1  Repita os passos da preparação e a esterilização para o Meio, instrumentos, câmara, como da primeira vez;

2  Transfira os recipientes com os cortes, para um dos lados da Câmara, e o novo e esterilizado Meio para o outro lado;

3  Mantenha todo o material, papel toalha, pinças, bisturi, etc., esterilizado como da primeira vez;

4  Com um par de pinças, remova o ramo do recipiente e, com o bisturi, faça os cortes, multiplicando o material por 2x, 3x ou até 4x. É importante que toda a manipulação seja feita sobre uma folha de papel toalha úmida, pois estas pequenas plantas são muito sensíveis, e poderiam se ressecar muito rapidamente;

5  Torne a armazenar as novas culturas, como no estágio anterior.

     Este estágio de multiplicação pode ser repetido a cada quatro semanas, até que um número suficiente de mudas tenha sido atingido. Como regra geral, os ramos são multiplicados entre três e quatro vezes (cortados em três ou quatro partes) a cada quatro semanas. Um ponto importante a se comentar aqui é que se houver um índice alto de contaminação durante estes estágios, é sinal de uma atmosfera contaminada, com conta de uma higienização deficiente.



Formação das Raízes

     Uma vez que você tenha alcançado um bom número de clones, deixe-os crescerem até pelo menos dois centímetros, antes de iniciar o processo de enraizamento. Faça uma nova transferência, usando um Meio feito com Leite de Coco e Malte. Até cinco cortes podem ser postos juntos no mesmo recipiente com o Meio de Agar. Armazene os recipientes da mesma forma que das vezes anteriores. As raízes deverão se formar entre duas e quatro semanas.


     Transferência para um Mix de Solo (Aclimatização)

     As operações neste estágio ocorrem em estufas. As culturas já enraizadas serão tratadas como a seguir:

1  Preencha os vasos com uma mistura de esfagnum , sem nenhum fertilizante e regue bem. Espere terminar de escorre;

2  Retire o clone enraizado do Meio de Agar, usando um par de pinças;

3  Remova o Agar, lavando cuidadosamente as raízes com água morna;

4  Faça um furo no meio do vaso e gentilmente insira as raízes neste buraco;

5  Use um Spray de mão, para molhar a folhagem das plantinhas. Coloque os vasos dentro de um grande recipiente plástico com cobertura de vidro, e deixe fora do sol direto. Aos poucos vá removendo a cobertura de vidro, sempre atento aos sinais de ressecamento e, se necessário, use um spray para molhar a folhagem dos clones;

6  Quando as raízes já estiverem devidamente estabelecidas e as plantas totalmente aclimatizadas (o que demorará, normalmente, de quatro a seis semanas), os clones já podem ser fertilizados e tratados como qualquer outra planta. É bastante conveniente ir aumentando a exposição à luz mais intensa, de maneira gradual.

MÉTODO CASEIRO DE CULTURA DE TECIDO EM ORQUÍDEAS - PARTE 1

     O sucesso do método aqui apresentado depende de "n" fatores tais como: Procedimentos, tipo do tecido e sua condição, luminosidade, temperatura, tipo empregado de nutrientes e a composição, etc.
     O método empregado vem de experiência de diversos autores e foruns.
           A Micropropagação é uma alternativa a mais, aos métodos convencionais de propagação de plantas. Ela envolve a produção de novas plantas, a partir de partes muito pequenas de outras plantas (Por exemplo: Frutos, nós, ramos, pedaços de folhas ou de raízes, etc.), cultivadas com assepsia (livre de qualquer microorganismo) em um recipiente onde o ambiente e a nutrição possam ser controlados. As plantas resultantes são geneticamente idênticas as plantas de origem.

     Enquanto em um laboratório avançado usam-se equipamentos de alta tecnologia para alcançar uma grande produção através da cultura de tecidos, podemos usar meios alternativos, como itens domésticos corriqueiros.


     Itens Necessários para a Cultura de Tecidos caseira:

1 . Uma câmara estéril, usada para fazer a transferência das plantas. Um aquário retangular é uma câmara de transferência ideal. Qualquer câmara de plástico transparente ou de vidro com 50 cm de comprimento, 40 cm de largura e 40 cm de altura pode facilmente ser transformada em uma câmara de transferência;

2 . Uma panela de pressão, para esterilizar o meio, os instrumentos, a água, o papel toalha, etc.;

3 . Potes de vidro com tampas. Potes de comida com tampas, que resistam bem ao calor dentro da panela de pressão, são os vasilhames ideais para uso;

4 . Bisturi e Pinça

5 . Papel toalha ou até mesmo folha A4 de impressora cortada do tamanho, que possam ser esterilizadas e usadas como superfície de corte;

6 . Uma lamparina de álcool etanol, para esterilizar os equipamentos no fogo;

7 . Spray de mão com uma solução de 70% de álcool, para borrifar as faces da câmara de transferência e outras superfícies;

8 . Solução clorada diluída, por exemplo, diluir ¼ de água sanitária, para uso na esterilização das superfícies das plantas;

      Preparação do Meio

     Todos os ingredientes indicados abaixo podem ser comprados no supermercado, farmácia ou loja de produtos naturais (e produtos japoneses, também):

1 . Duas xícaras de água da chuva;
2 . Um quarto de xícara de açúcar;
3 . Meia colher de sopa, de Fertilizante NPK - 10:10:10 solúvel em água, diluir em 1 litro de água. Use uma xícara deste concentrado;
4 . Meio tablete de Inositol (500 mg);
5 . Meio tablete de alguma vitamina com Tiamina (qualquer complexo B pode ser usado);
6 . Quatro colheres de sopa de Agar.

     Este é o Meio básico. Para a preparação de um Meio para multiplicação ou enraizamento, adicione ½ xícara de Leite de Coco e ½ colher de sopa de Malte. Substituindo o Leite de Coco por ½ xícara de Purê de Tomates Verdes ou Suco de Laranja Fresco pode produzir resultados diferentes. Garanta que o pH do Meio esteja sempre entre 5 e 6, usando uma pequena fita indicadora de pH. Ajuste o pH se necessário, utilizando Ácido (Cítrico, por exemplo) ou Base (Bicarbonato de Sódio, por exemplo).

     Misture os ingredientes em uma panela grande, e mexa gentilmente até que o Agar esteja dissolvido, mexendo sempre sem parar, até o Agar pegar o ponto e começar a queimar no fundo da panela. Coloque nos potes de vidro, usando uma concha de sopa, deixando cerca de dois centímetros de Meio no fundo de cada pote. Tampe os potes e processe na panela de pressão deixando por 15 minutos de fervura (marca-se o tempo a partir do momento que começa a apitar).


     Esterilizando os Instrumentos e Outros Itens

     A pinça e o bisturi podem ser esterilizados, sendo primeiro embrulhados em papel alumínio e cozidas na panela de pressão por 15 minutos. Estes itens também podem ser esterilizados por lavagem em solução clorada ou sendo banhados em álcool e flambados.

     Água esterilizada é necessária para a lavagem das partes das plantas e para esterilizar as toalhas de papel que também serão usadas para limpar a superfície de trabalho. A manipulação pode ser efetuada sobre as toalhas de papel. Quando a operação é completada, a toalha pode ser descartada e uma nova toalha estéril é tirada do saco de toalhas esterilizadas. Para fazer este procedimento, utilize um saco de papel e dentro dele coloque as toalhas de papel. Dentro da panela de pressão coloque a água esterilizada dentro dos potes de vidro e coloque o saco de papel com as toalhas acima do nível da água e cozinhe tudo. O saco de papel ficará molhado ao final da esterilização. Coloque-o dentro do forno BAIXO, cerca de 80 graus Celsius e deixe no forno até o saco de papel ficar seco. NÃO abra nem manipule as toalhas até que seja necessário (Deixe dentro do saco de papel esterilizado).


     Esterilização das Partes das Plantas

     Todos os pedaços de plantas podem ser esterilizados em uma solução doméstica de água sanitária (1/4 de xícara da água sanitária + ¾ de água + 1 gota de detergente neutro (o detergente reduz a tensão da água). Coloque os pedaços de plantas em um pote contendo a solução, entre 10 e 20 minutos. Agite o pote frequentemente. Jogue fora a solução clorada. Este processo irá matar as bactérias e fungos e, algumas vezes, algumas partes das plantas, como fruto externo ou em um ramo mais recente e tenro. Enxágüe as plantas duas vezes, em água esterilizada.

     Operações na Câmara Estéril

     Muito cuidado precisa ser tomado para garantir que suas culturas fiquem livres de contaminação. Para conseguir isto, faça o seguinte:

1 . Prenda seu cabelo, enrole suas mangas e retire relógio e jóias. Lave profundamente suas mãos com solução desinfetante para aplicação em pele. Caso você seja alérgico a todos os desinfetantes, lave suas mãos com água e vista um par de luvas cirúrgicas;

2 . Esterilize a parte de dentro da câmara utilizando um spray com 70% de álcool e secando e limpando com um pano esterilizado;

3 . Pegue e organize todos os itens que serão necessários para perto de você, ou dentro da própria câmara;

4 . Trabalhe dentro da câmara, pegue um pedaço de ramo esterilizado de dentro do pote, utilizando a pinça (Nunca toque nos pedaços de plantas, com suas mãos). Também esterilize seus instrumentos, banhando em álcool e flambando, entre cada manipulação. Pequenos pedaços, entre dois e três centímetros de comprimento, com algumas pequenas folhas, podem ser cortados e transferidos para o Meio de Agar. Se as folhas forem muito largas, ou remova elas, ou corte para ficarem com 1/3 ou ½ do tamanho. Coloque um corte em cada recipiente (É importante que cada recipiente só tenha um corte neste momento, pois se o corte estiver contaminado, só ele vai morrer e não vai contaminar os outros). Feche a tampa dos recipientes. Mantenha os potes a temperatura ambiente e fora do sol direto. Mantenha estes cortes por um mês.

     Observações:
    
Alguns cortes estarão mortos pelo banho de solução clorada e/ou pelas toxinas produzidas pela própria planta; alguns estarão contaminados por fungos e bactérias; ou, os novos cortes terão crescido rapidamente a partir das axilas entre os ramos e as folhas, dentro dos recipientes não contaminados.



PHALAENOPSIS ORIGEM E DICAS

 
Em particular, a Phalaenopsis encontra-se no Sudeste da Ásia, as várias espécies botânicas são comuns na floresta tropical da Indochina para o norte da Austrália, mas especialmente nas ilhas da Indonésia, Bornéu e as Filipinas.

Primeiro de tudo, a sua natureza. Na verdade, ao contrário das plantas que estamos acostumados a ver ao redor, não vivem na terra, mas sim agarrar a galhos de árvores, como "epífitas". Isto é possível porque nos trópicos a umidade atmosférica constantemente elevada, permite que várias plantas (orquídeas, bromélias, samambaias e até mesmo cactos) sobrevivam com as "raízes no ar", sem desidratar. Além disso, as árvores trazem em seus troncos musgos e líquens onde as plantas epífitas podem se enraizar.

As raízes da Phalaenopsis (como muitas orquídeas tropicais) são adaptadas para capturar a umidade atmosférica. Na verdade, a raiz adequada é coberta com uma camada esponjosa, chamada de velame, que é impregnado de água a cada chuva além de “capturar” nutrientes da atmosfera. Enquanto as chuvas são freqüentes e abundantes, é igualmente verdade que as altas temperaturas e ventilação vai fazer a água evaporar rapidamente.

Portanto, temos um primeiro elemento importante, que é basicamente as orquídeas epífitas pressuposto a crescer bem. Cultivada em uma mistura de boa drenagem, desde que, seque em dois ou três dias. Se demorar mais não vai provocar o apodrecimento das raízes.
     
O composto deve também deixar muito espaço para circulação de ar, de modo a permitir que as raízes possam respirar, favorecendo o crescimento de raízes aéreas. Um bom composto que é usado há décadas é a casca de coníferas (bem, elas estão acostumados a viver na natureza presas em vários tipos de cascas), com a adição de outros materiais que permitem um mínimo de retenção de água e nutrientes (pequenos pedaços de cortiça, musgo, etc).

     
Nas florestas tropicais onde vivem essas phalaenopsis , vegetam em temperaturas de cerca de 30 graus Celsus durante o dia, 25 ° graus a noite durante todo o ano.
     
As florestas tropicais têm uma grande abundância de plantas epífitas. As árvores sobem em busca de luz, enquanto a vegetação rasteira é muitas vezes uma massa espessa de plantas de folhas grandes, com muitas variedades rasteiras como: antúrio, spatiphyllum, Dieffembachia, e assim por diante.
     
Entre os arbustos e árvores quando há amplo espaço nos troncos e galhos, samambaias, orquídeas, bromélias e epífitas várias outras espécies, cada um dos quais recebe o seu próprio nicho em uma certa altura, protegido por aqueles que são acima ... Não é apenas uma sombra, porque muitas vezes há 30 ou 40 metros de altura do solo.
     
Phalaenopsis viver no meio, preferindo uma posição que onde tem um pouco mais luminosidade do que a de Spatiphyllum, mas bem longe da luz solar direta.
     
Na natureza, Phalaenopsis são reproduzidas a partir da semente: que geram centenas de milhares de sementes de cada vez, e algumas poucas vão germinar bem.
     
Graças a Deus que Phalaenopsis têm outras maneiras de propagar. Um das formas especiais é fazer com que novas plantas surjam nas hastes de flores com suas raízes. Essas plantas, quando tem pelo menos três ou quatro raízes aproximadamente de 7 cm, pode ser destacadas e envasadas.
     
Sobre a haste que já floriu: a Phalaenopsis (ou quase todas) pode surgir novas flores, para isso corte a haste deixando dois nós.
   
Há dois tipos principais: o padrão e o miniatura. O primeiro pode chegar a 1 m de altura, enquanto as miniaturas ficam em torno de 30 cm. Ambos tem a estrutura bem semelhante, diferindo apenas no tamanho.

POLINIZAÇÃO DE ORQUÍDEAS


POLINIZAÇÃO

     Para que suas flores sejam fertilizadas, as orquídeas necessitam de um agente polinizador, geralmente um inseto ou pássaro, responsável pela transferência das políneas para o estigma, processo este denominado de polinização. A estratégia utilizada pelas orquídeas para atração de seus polinizadores é um fenômeno altamente complexo e fascinante. Em casos extremos, a flor da orquídea pode apresentar a forma de fêmeas de besouros ou abelhas, cujos machos, atraídos pela insinuante aparência, tentam "copular" com as flores, efetuando involuntariamente a fertilização.
     Curiosidade
     A mariposa Esfinge de Morgan(Xanthopan), originária de Madagascar, tem uma tromba (probóscides) com cerca de 25 a 28 centímetros de comprimento que a permite coletar alimentos (néctar) de um tipo de orquídea que foi  estudada por Charles Darwin. Em sua obra, “On the Various Contrivances by Which British and Foreign Orchids are Fertilized by Insects”, publicada em 1862, Charles Darwin predisse: “ . . . è surpreendente que qualquer inseto seja capaz de alcançar o néctar . . . Mas em Madagascar deve existir mariposas com probóscides com uma extensão de 25 a 28 centímetros . . . As políneas não poderiam ser coletadas a menos que uma imensa mariposa, com um probóscides maravilhosamente longo tentasse sugar a última gota. Se essa mariposa viesse a se tornar extinta em Madagascar, certamente que o Angraecum também seria extinto . . .”
    
Veja abaixo:
 

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